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Conheça as principais doenças do arroz no RS e seus métodos de controle

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Conhecer bem as doenças da cultura e saber como fazer o manejo adequado pode ser determinante para assegurar a produtividade

De acordo com o Conab, o estado do Rio Grande do Sul está entre um dos maiores produtores de arroz do Brasil, representando sozinho mais de 70% da produção nacional. No entanto, o alimento mais presente na mesa dos brasileiros possui um processo de produção bem diferente de outras culturas, como a soja e o milho, por exemplo, o que chama a atenção do produtor, principalmente em relação às doenças da cultura - algumas delas  têm potencial de causar danos tão severos à lavoura orizícola, que podem colocar toda a produção a perder. A brusone, por exemplo, pode afetar a qualidade dos grãos, enquanto a mancha parda interfere na germinação, provocando perdas significativas.

Nesse sentido, conhecer bem as doenças da cultura e saber como fazer o manejo adequado pode ser determinante para assegurar a produtividade. Pensando o produtor frente à cultura de arroz, compartilhamos neste artigo 3 das principais doenças do arroz e as medidas de controle que ajudam a proteger a produção. Confira a seguir!




Brusone 

Considerada a principal doença da rizicultura, a brusone é causada pelo fungo Pyricularia grisea e, quando em condições favoráveis à doença (temperatura entre 20℃ e 25℃ e água livre na folha), chega provocar danos de até 100% na produção de arroz. Ela pode ocorrer a qualquer momento, desde a fase de desenvolvimento das plantas de arroz até a floração da lavoura. 

O sintoma mais típico da doença é o surgimento de pequenos pontos de coloração castanha nas folhas, que evoluem para manchas elípticas.

A doença causa redução do número de perfilhos e da qualidade dos grãos, além de reduzir também a altura da planta. Os grãos originados de plantas infectadas ficam chochos e podem apresentar manchas de coloração marrom. 

Entre as principais medidas de controle estão o uso de fungicidas e de cultivares mais resistentes ou tolerantes; semeaduras na época recomendada e a destruição dos restos de cultura, já que o fungo sobrevive em restos culturais e sementes infectadas. 

O uso balanceado de fertilizantes também contribui para o controle da brusone


Mancha parda

Outra doença também causada por fungos (Septoria Glycines). Quando ativa, ela atinge  tanto o arroz irrigado quanto o arroz sequeiro e tem capacidade de reduzir a produção da lavoura em até 30% de acordo com o seu desenvolvimento. A doença causa infecção nas sementes, diminuindo a germinação e/ou causando a morte de plântulas originadas das sementes infectadas, além da destruição da área foliar. Em caso de ataques severos, ocorre o chochamento e a redução do peso dos grãos.

Nas folhas, os sinais típicos da doença são manchas marrom-avermelhadas, em formato oval, e nos grãos, manchas de coloração marrom. Já nos grãos, a mancha pode surgir ainda na fase de emissão das panículas até o amadurecimento dos grãos. Nesse caso, ela é causada por um complexo de fungos cujos principais são: Bipolaris sp., Microdochium oryzae, Alternaria padwickii, Sarocladium oryzae, Nigrospora sp., Pyricularia grisea e Phoma sp.

Embora a doença esteja associada às condições climáticas do local de cultura (prejudicando o sistema sequeiro de cultivo de arroz) é bom salientar que o excesso ou a falta de nitrogênio tornam as plantas mais suscetíveis ao ataque do Septoria Glycines. Outro ponto é que a planta, quanto mais velha for, mais suscetível à doença ela é.

Para o controle da doença, orienta-se a adubação adequada e bom manejo da água e a aplicação de controle químico nas fases finais do ciclo da cultura, que é a época de maior suscetibilidade da planta.


Escaldadura

Causada pelo fungo Monographella Albescens, a doença pode ser bastante destrutiva e sua ocorrência se dá, principalmente no Rio Grande do Sul devido às baixas temperaturas e umidade elevada. 

Os principais sintomas da escaldadura são observados nas folhas: manchas de coloração verde mais claro nas margens. As bordas da planta apresentam um aspecto de encharcamento/queimadura, sem definição precisa. Após os primeiros sintomas, as folhas passam a exibir faixas de coloração marrom-claro a marrom escuro.

As principais medidas de controle são o uso de densidade das plantas e espaçamento adequados (alta densidade e menor espaçamento favorecem a doença); controle no uso de nitrogênio, pois o excesso desta substância favorece o surgimento da doença, além do tratamento de sementes com fungicidas para a erradicação da infestação das sementes. 


Queima e mancha das bainhas

Disseminada por todas as regiões do mundo, a queima das bainhas é provocada pelo Rhizoctonia solani, causando lesões ovaladas de coloração branca a acinzentada na planta, além de bordos marrons bem definidos, nas bainhas e nos colmos. Em situações mais severas os sintomas podem surgir nas folhas e a planta entrar em estado de acamamento.

Já a mancha da bainha é causada por Rizoctonia oryzae e, quando atacada por elas, a planta apresenta manchas brancas e/ou verdes na bainha de bordo marrom como sintoma. 

O manjeno para ambas é simples: 1) uso de variedades resistentes; 2) adubação adequada e densidade de plantio; e 3) rotação de cultura.


Podridão da bainha 

Com grande potencial de causar perdas de produtividade, a doença causada por Sarocladium oryzae tem como principais sintomas: lesões alongadas e irregulares que apresentam o centro cinza e as margens marrons.

Inicialmente, eles se manifestam na época de emissão da panícula e aparecem na última bainha abaixo da folha bandeira. As panículas que emergem de plantas com podridão da bainha, ficam marrons e estéreis. Em casos graves da doença, a panícula nem chega a ser emitida.

Para o manejo da podridão da bainha, orienta-se o uso de variedades com resistência moderada.


Ponta branca

A ponta branca possui maior relevância em cultivos com irrigação e é uma doença causada pelo nematoide Aphelenchoides besseyi, encontrado em regiões de crescimento da parte aérea da planta, sendo chamado de nematoide das folhas.

Um dos sintomas característicos da doença aparece na fase adulta e pode ser identificado como clorose esbranquiçada no ápice da folha que, com o tempo, é necrosada.

O manejo da ponta branca pode ser executado pelo uso de sementes sadias e variedades com resistência à doença.


Usar o manejo correto e de medidas preventivas podem salvar a sua lavoura e pragas indesejadas, trazendo alívio também para o seu bolso.

Agrofel

Há mais de 43 anos no Rio Grande do Sul ao lado do agricultor do plantio a colheita com soluções integradas para a busca de altas produtividades.

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